
Quando te conheci era apenas uma menina, te olhava e nem te via. Via com olhos de menina, mas com coração de mulher. Me consumia por te querer, pois não queria te perder. Mas, te perdi. Perdi meu coração em ti, será que um dia retornarás? Anciosa esperei, medrosa te procurei, mas aflita não te vi. "Será que para sempre te perdi?" Ao meu coração perguntei. E chorosa percebi que meu coração ainda estava em ti. E ele me respondeu que ainda estava ali, mas fui eu que não vi. Não sei o que aconteceu, mas de pronto a lua surgiu e a noite chegou e, de repente, um clarão surgiu.
Surgiu porque não te vi, mas te ouvi. Chamavas por mim, mas não te vi. Chorei quando te olhei e não te vi. Estavas ali em minha frente e não te vi, nem te ouvi. Queria poder te sentir, mas como sem nem ao menos te vi. Vi uma gota cair, pensei que era a chuva, mas então percebi, era uma lágrima que caía. Caía de meus olhos percebi, mas o porquê eu não percebi. Só percebi quando sangue derramei. Lágrimas de sangue chorei. Lágrimas de dor, dor porque não te vi. Dor maior não te tocar. Mas, burrice não notar. Mas, ao escutar meu nome percebi.
Percebi que não te vi porque não quis. Estava entendendo o que fiz. Uma máscara em meus olhos eu puz. Uma máscara de insegurança eu puz. Mas, então me agarrei na Esperança e ela feliz segurou em minha mão e logo em seguida surgiu o Amor. O Amor veio junto com a esperança e juntos a máscara tiraram. Puxaram forte e de pronto eu te vi. Choravas, mas desta vez eu vi. Perguntei o porquê e, então eu ouvi. Meu coração que chorava porque não te vi, ainda estava dentro de ti. Meu coração eu ouvi. Avisei que não saísse de ti.
Lília Durán
Nenhum comentário:
Postar um comentário